Postagens

 Série Aprendendo com livros (porque ler não é perda de tempo) 3a leitura: A sociedade cavaleiresca,  de Georges Duby  Resumo crítico:  A leitura desse pequeno livro do historiador medievalista francês Georges Duby (1919-1996) pode servir de complemento à leitura de "A sociedade feudal" de Marc Bloch, pois o autor se detém para falar de uma classe dentro da nobreza,  a cavalaria.  Ele mostra que os cavaleiros não  foram considerados nobres por todos os formadores de mentalidade coletiva do período medieval,  pois um autor chamado Honório Augustodunense,  que viveu entre os séculos 11 e 12, dividia a sociedade de seu tempo em clérigos,  livres,  cavaleiros e servos e um autor um pouco anterior,  o bispo Adalberon de Laon, a dividia em oratores (literalmente aqueles que rezam,  mas também aqueles que ensinavam em escolas e oficiavam cerimônias religiosas, tinham a responsabilidade de atrair as bençãos do Céu para a Terra e v...
 Série Aprendendo com livros (porque ler não é perda de tempo):  2a leitura: A sociedade feudal,  de Marc Bloch  Resumo crítico  Usando de enorme documentação encontrada em arquivos (especialmente manuscritos medievais),  o historiador francês Marc Bloch (1886-1944) nos apresenta um verdadeiro tratado que mostra não ser verdade que todo mundo na Idade Média era senhor ou servo.  E também mostra não ser verdade a afirmação de que houve nesse período histórico uma economia sem nenhum comércio,  apenas para subsistência.   Ele explica o feudalismo como sendo uma aliança militar entre nobres (entre suseranos e vassalos) distingue feudo vassalico, feudo não-vassalico e senhorio e diz que pessoas da nobreza foram feitas senhores de territórios pelas pessoas que viviam neles em recompensa dessas pessoas terem sido protegidas na época das invasões dos muçulmanos imperialistas,  dos húngaros magiares e dos vikings.   Por fim, ...
 Série Aprendendo com livros (porque ler não é perda de tempo): Primeira leitura "Combates pela História" de Lucien Febvre  Resumo crítico:   No livro "Combates pela História" o historiador francês Lucien Febvre (1878-1956) afirma,  com razão,  que a Ciência chamada História não trata do abstrato e sim do concreto. Porém comete uma inversão ao considerar os indivíduos,  os entes singulares como abstrações.  Isso não está de acordo com a verdade.  Pois Santo Tomás de Aquino mostrou de modo mais que suficiente que a inteligência humana não percebe universais e abstrai singulares,  mas faz exatamente o inverso.   Dessa inversão vem a proposta de usar métodos de outras ciências como a antropologia, a sociologia e a linguística (que não tratam de singulares,  mas de universais) para explicar comportamentos humanos.   Além disso,  Febvre e outros historiadores da chamada Escola dos Annales aprenderam a desconfiar ...
  Curso livre de interpretação de texto Esse curso terá 4 módulos    O 1ª aula será sobre a morfologia,   o 2ª sobre a sintaxe, o 3ª sobre a semântica e o 4º sobre os gêneros literários        1º módulo:   A morfologia               1ª aula:   A morfologia:   Seus elementos Nessa primeira aula vamos tratar dos elementos da morfologia. Para interpretar um texto é necessário saber se uma palavra significa um nome,   uma qualidade de uma pessoa ou de um ser,   uma ação,   o modo como a ação foi realizada ou sofrida,   se traz alguma informação sobre quem realizou ou sofreu a ação,   se liga uma palavra a outra,   se gera uma definição ou uma indefinição,   se significa alguém ou algo sem dizer o nome,   se significa a posse de algo,   se existe para apontar ou indicar o que está próximo ou o que está distante,   ...
    Curso livre de pesquisa em história. Aviso:  O preço do atendimento é de 130 reais mensais.   Apresentação do curso:   -    Nesse curso você irá aprenderá os passos da pesquisa em história. -   o primeiro passo é determinar o que você quer saber.   E porque você quer saber. -    o segundo é saber encontrar documentação.   O historiador trabalha com documentos que são fontes de conhecimento histórico.   Por documento entendo qualquer coisa que possa ser fonte:   textos de todos os tipos,   imagens,   gravações,    informantes.   O terceiro é o da crítica interna.   Nele aprendemos a extrair de um documento o que esse documento diz. O quarto é o da crítica externa.   Nele aprendemos a extrair de um documento do que esse documento fala e também a datar o documento.     Aqui será necessário o estudo de outras ciências para que o aluno aprenda a compreender....